Trabalho foi divulgado pelo Semesp e D2L
O Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior – Semesp, com patrocínio da D2L, lança na próxima segunda-feira, dia 27 de abril, uma inédita pesquisa de mercado, “O Ensino Superior e a EAD”. Realizada pela Toledo & Associados, a pesquisa revela o que as instituições de ensino superior pensam sobre essa modalidade de ensino, as formas de desenvolvê-la a contento, bem como as tecnologias e ferramentas mais usadas na educação a distância. Num período de cinco anos a modalidade cresceu no Brasil 37,8% em número de matrículas (1.153.640 matrículas em 2013 contra 837.431, em 2009).
“Foram ouvidas instituições representativas do setor de ensino superior no país que já adotam a EAD e que ainda não utilizam a modalidade, ou estão em processo de implementação. O levantamento procurou identificar se o uso das novas tecnologias melhora o aprendizado e motiva os estudantes, se as ferramentas utilizadas são capazes de promover uma educação mais eficiente, interessante e personalizada, e até que ponto as IES estão dispostas a utilizá-las”, adianta o diretor executivo do sindicato, Rodrigo Capelato.
A pesquisa aponta as tendências e lacunas na adoção da EAD pelas IES e as expectativas das mesmas na gestão de mudanças e inovações, envolvendo custos, desenvolvimento organizacional, suporte para alunos e professores, desenvolvimento profissional e qualidade, além de comparar sistemas de ensino a distância na avaliação de programas em termos de equidade e acessibilidade.
“A pesquisa foi bastante reveladora em relação ao momento atual das IES e os aspectos que desejam aprimorar ou nos quais desejam expandir”, afirma Betina Von Staa, diretora de desenvolvimento de negócios da D2L Brasil. “Chama a atenção que todas as IES pesquisadas usam uma plataforma de aprendizagem, seja para seus cursos presenciais ou para a EAD, e que existe uma compreensão de que a adoção de tecnologia remete a mais planejamento e mais qualidade com relação ao trabalho do professor e a uma possibilidade de atendimento mais personalizado do aluno.”
O levantamento revela que a adoção da EAD por parte das IES é um processo lento (dura entre 3 a 7 anos), que há muita burocracia por parte do Ministério da Educação para aprovação de cursos de graduação, que os professores ainda são muito resistentes às novas tecnologias, e que é comum as plataformas terem capacidade ociosa.“A pesquisa também demonstra, porém, que para as IES que adotaram desde 2000 o modelo a distância o aumento de alunos foi multiplicado. A média de alunos para as IES que não oferecem EAD ficou em cerca de 3 mil alunos, enquanto para as que oferecem passou a mais de 19 mil”, ressalta Rodrigo Capelato.
