24 de fevereiro de 2026

Cenário político e econômico em debate no Encontro Nacional da Assespro

Luís Henrique Macedo e Alfredo Meneghetti Neto foram palestrantes

A 3ª edição do Encontro Nacional da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro) reuniu presidentes de 14 estados, promovendo a disseminação da força federativa da associação e o relacionamento dos associados, gerando oportunidade em todo país. Para esclarecer dúvidas a respeito do momento de instabilidade política e econômica brasileira e suas repercussões nos negócios do setor de Tecnologia da Informação (TI), a Assespro trouxe especialistas nos temas. Luís Henrique Macedo e Alfredo Meneghetti Neto apresentaram índices do cenário atual e indicativos futuros. Meneghetti Neto trouxe previsões econômicas favoráveis, mesmo com a redução das expectativas. “No momento que o governo passa para os empresários a ideia de déficits nas contas públicas, gera instabilidade. E se temos previsão de investimentos, como é o caso da TI, que é visto como setor estratégico, dá um sinal de que haverá investimentos”, ressaltou o economista Alfredo Meneghetti Neto.

O economista defendeu ainda que o problema não está no excesso de funcionários públicos, mas sim na gestão e na burocracia. “Nosso problema é na gestão. Muita gente nas atividades meio e não no atendimento a população. As áreas vitais para a economia gaúcha não estão sendo bem atendidas e isso atrapalha o desenvolvimento”, disse.

No campo da política Luís Henrique Macedo citou recentes alterações na rotina parlamentar que sofreram alteração. “O Congresso, por vezes, aprovou ações populistas sabendo que elas seriam vetadas pelo Governo. Hoje, com a possibilidade de apreciação dos vetos, esse cenário mudou e algumas práticas devem ser revistas”, disse. Quanto às manifestações que ocorreram há cerca de um mês, Macedo destacou resultados positivos e negativos. “A aprovação do governo caiu de 54,2% para 31,3%, num recado claro de que a população não está satisfeita. O governo precisa agregar valor aos serviços que fornece a população”, destacou. Houve mudança na agenda do Planalto e surgiram propostas que, segundo o palestrante, não foram acertadas. “O plebiscito foi encarado como uma tentativa de passar por cima do Congresso Nacional”, disse. Positivamente, Luís Henrique Macedo destacou a aprovação da lei contra a corrupção e o arquivamento da PEC 37, entre outros resultados.

Luís Henrique Macedo Cidade

Empresário, administrador, formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atua em relações governamentais desde 2001. Sócio-diretor da Foco Assessoria e Consultoria, especializada na prestação de serviços de assessoria e consultoria técnica no acompanhamento da elaboração de Políticas Públicas e Legislações em assuntos de natureza complexa que exigem conhecimento, criatividade, dedicação e agilidade.

É assessor e consultor da Câmara Brasileira da Indústria da Construção – CBIC. Anteriormente, foi assessor da Presidência e da Secretaria Executiva da Associação Brasileira da Indústria do Fumo – ABIFUMO, e diretor da Pisani Administração de Imóveis e Condomínios Ltda.

Alfredo Meneghetti Neto

Mestrado em Economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 1989, e Doutorado em História Econômica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em 2002. Atualmente, é economista da Fundação de Economia e Estatística e professor da PUCRS. Publicou 35 artigos em periódicos especializados e 10 trabalhos em anais de eventos no Brasil e no México. Tem dois capítulos de livros publicados e uma tese publicada em 2005. Atua na área de Economia, com ênfase em Finanças Públicas e Pessoais.

Em suas atividades profissionais interagiu com vários colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. Em seu currículo Lattes, os termos mais frequentes na contextualização da produção cientifica e tecnológicas são: Finanças públicas, sistema tributário, serviços públicos, política fiscal, reforma tributária, orçamento doméstico e finanças pessoais.

Programa de Empreendedorismo Inovador Startup

Durante o 3º Encontro Nacional da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), a diretoria da Regional RS anunciou o lançamento do Programa de Empreendedorismo Inovador em TIC. O objetivo do Programa é articular ações para o desenvolvimento de jovens empresas em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). “A Assespro-RS, com esse Programa, cumpre seu papel de apoiar a inovação, apoiando a constituição de ambientes de fomento à inovação, articulando e integrando ações de governo, empresas privadas, academia e demais entidades do setor”, destacou Eduardo Arruda, vice-presidente de Comunicação e Marketing da Assespro-RS.

A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – Assespro – é uma entidade sem fins lucrativos, regida por seus Estatutos Sociais, criada com o intuito de representar de forma distinta e empreendedora, empresas privadas nacionais produtoras e desenvolvedoras de software, produtos e serviços de tecnologia da informação, telecomunicações e internet. Fundada em 1976, a Assespro é a legítima e a mais antiga entidade empresarial do Setor. Ao longo dessas quase quatro décadas, a Assespro vem defendendo os interesses das empresas nacionais e a indústria nacional da tecnologia da informação.

Assespro-RS foi fundada em 1979, com o objetivo de representar em nível nacional o setor de informática do Rio Grande do Sul. A entidade contribui para o fortalecimento de todas as empresas de tecnologia, regidas sob as leis brasileiras, e a representação institucional dos seus interesses junto às autoridades públicas e outros organismos, nacionais e estrangeiros. Além de promover parcerias entre filiados, realiza encontros para debate de temas de interesse das empresas associadas, estabelece rumos, zela pela difusão e prática da conduta ética nas relações de mercado, e perante a sociedade, desenvolve programas de fomento e apoio à atividade. A Assespro-RS promove ainda programas de benefícios de todos os segmentos que representa, sendo eles: Software, Hardware, Treinamento, Assessoria, Consultoria e Serviços de Informática. E para atingir tais objetivos, busca convênios, parcerias e projetos de operação em consórcio para serviços, treinamento, hardware e software. A instituição é engajada no Programa Nacional de Exportação de Software, Softex2000, que proporciona apoio para capacitação tecnológica e comercial em nível nacional e internacional das empresas associadas. (http://www.assespro-rs.org.br)

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