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26 de fevereiro de 2026

CeBIT 2014 abre oportunidades para a TI brasileira no exterior

Sob a marca Brasil IT+, que identifica o setor de TI nacional no exterior, 18 empresas brasileiras integraram a delegação do país na CeBIT, o maior evento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do mundo que terminou na última sexta-feira, 14, em Hanover, na Alemanha.

A participação brasileira na mostra pelo 15° ano consecutivo é mais uma iniciativa do projeto de promoção de exportações do setor de software e serviços de TI, desenvolvido em parceria pela Associação Para Promoção da Excelência do Software Brasileiro – Softex com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil. Para a sua realização, esta edição contou também com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Softsul, Agente Softex no Rio Grande do Sul. Durante os cinco dias do evento, foram contabilizados mais de 200 contatos de negócios.

Aberta oficialmente pela chanceler alemã Angela Merkel e pelo primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, a CeBIT 2014 reuniu 3.400 expositores de 70 países distribuídos em 14 pavilhões e, segundo a organização, recebeu mais de 210 mil visitante. O tema central da edição deste ano foi “Datability”, a capacidade de trabalhar de forma sustentável e responsável com grandes quantidades de dados.

Doze empresas e instituições públicas – Argotechno, Ativa Soluções, BXB Soft, CEITEC, Datacom, Inovare, JMMTech, K&D Tecnologia, Khomp, KNBS, Módulo, NL Informática, OpenCS, Pandorga London, Prefeitura de Campinas, Site Express, Tajo Tecnologia e Tradeforce – estiveram presentes à mostra como expositoras do Pavilhão Brasil IT+. Outras seis compareceram ao evento como prospectoras. O portfolio nacional incluiu aplicações de segurança, industriais e customizadas; logística, aviação, gerenciamento remoto, de risco e de rede; telecomunicações e soluções móveis.

Presente à CeBIT pela segunda vez, a Kieling & Dittrich (K&D) Tecnologia, especializada no desenvolvimento de projetos baseados em sistemas RFID (identificação automática por sinais de rádio), firmou um acordo com a Deister Eletronic, empresa que atua há mais de 30 anos na Alemanha. A companhia exportará as soluções da K&D para a Europa e a empresa gaúcha trará leitores, antena e chip da marca para o Brasil.

“Sentimos que houve um amadurecimento de nossa parte em relação à CeBIT. Passamos a ver a feira de outra forma e compreendemos melhor como as outras empresas se comportam. Este ano, chegamos mais focados e com cinco reuniões previamente agendadas”, destaca Afrânio Kieling, diretor da K&D Tecnologia, acrescentando que há ainda a possibilidade de fechamento de negócios com empresas de Portugal, Índia e Arábia Saudita.

Em 2012, quando compareceu à CeBIT pela primeira vez, a paranaense BXBsoft, especializada em softwares de Business Intelligence (BI) para pequenas e médias empresas (PMEs), iniciou os primeiros contatos com a alemã Impuls para o fechamento de um contrato de distribuição. Após um ano de um extenso trabalho de avaliação das oportunidades oferecidas no mercado alemão para esse nicho, o acordo foi firmado no final do ano passado e resultou na constituição da empresa alemã BXB IT Solutions GmbH, revenda master responsável pela comercialização dos produtos da BXBsoft na Alemanha, na Áustria e na Suíça.

“Já estamos consolidados no mercado brasileiro e chegou a hora de iniciarmos o nosso processo de internacionalização. Firmamos com a BXB IT Solutions um contrato de distribuição, suporte técnico e treinamento. É a nossa primeira experiência de exportação. Embora tenhamos uma estrutura enxuta para atuar em diversos países do exterior nesse momento, optamos por estar na CeBIT 2014 para darmos sequencia às nossas atividades de prospecção de potenciais parceiros e retornamos ao Brasil com 12 contatos bastante promissores”, avalia Leonardo Matt, diretor-executivo da BXBsoft.

Em sua quarta participação na CeBIT, a gaúcha Datacom, líder nacional na fabricação de soluções IP e equipamentos para o setor de telecomunicações, levou para a mostra a sua solução completa de Switches Ethernet gerenciáveis de alta capacidade e alta densidade.

“Ela possui algumas funcionalidades específicas que a diferencia dos concorrentes, além de um preço bastante competitivo e um suporte pós-venda de alta qualidade. Já exportamos para cerca de 50 países e a CeBIT, além de ser uma vitrine para a divulgação do nome da companhia no mercado internacional, é ainda um importante instrumento para encontrarmos novos distribuidores e parceiros. Dos contatos que iniciamos em Hanover, alguns têm chances bastante concretas de se transformarem em bons negócios nos próximos meses”, detalha Fábio Martinazzo, gerente de contas internacionais da Datacom.

Integrante da delegação brasileira como prospectora, a Pandorga Tecnologia, especializada no desenvolvimento de software e aplicativos móveis sob demanda, contabilizou 50 contatos com empresas britânicas durante os cinco dias da CeBIT. “Temos um escritório comercial em Londres e aproveitamos o fato de o Reino Unido ser o país parceiro do evento este ano para estreitar a nossa relação e ampliar os nossos contatos com empresas britânicas. Como tivemos a oportunidade de nos reunir com executivos com poder de decisão em suas organizações, estimamos que 20 deles poderão evoluir para negócios concretos”, destaca Diego Eick Moreira, diretor de operações internacionais da Pandorga.

Outro objetivo da empresa gaúcha na CeBIT foi buscar parceiros potenciais na Europa para agregar valor à sua proposta corporativa. “Nisso também fomos bem-sucedidos e daremos continuidade aos cerca de 15 contatos iniciados durante a mostra”, acrescenta Diego Moreira, destacando o importante papel desempenhado pela Softex no apoio ao processo de internacionalização da Pandorga desde 2011 e na obtenção da avaliação MPS.BR nível F no início deste ano.

Na análise de Glaucia Chiliatto, gerente-executiva internacional da Softex, “as empresas que estão buscando oportunidades de negócios no exterior têm na CeBIT uma chance única para fazer contatos com clientes e parceiros potenciais, observar as iniciativas dos principais players mundiais e conhecer de perto as principais tendências e inovações desta indústria”, conclui.

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