<p><img src="images/artigos/2019/thiago_felinto_games_1.jpg" border="0" width="65" height="82" style="float: left; margin: 5px;" />Thiago Felinto (*)</p>
<p><br />Ninguém duvida que os games estão entre as grandes paixões dos brasileiros. Nos países latinos-americanos, somos o número um no mercado de jogos, e ocupamos a 13° posição no ranking global no consumo desta tecnologia. É o que mostra o relatório Dreamhack Newzoo. O Brasil movimenta algo em torno de U$$ 1,5 bilhão ao ano, e não é para menos, já que esse segmento sempre oferece atratividade e inovação, além de atrair olhares de empresas e desenvolvedores.</p>
<p>Segundo relatórios da ABRAGAMES – Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais -, o Brasil tem marcado presença e se destacado em diversas feiras e premiações voltados a este mercado, como SXSW, China, Taipei Game Show, no Canadá, Demonight Montreal entre outros. Também acompanhamos de perto esse cenário em plena efervescência.</p>
<p><span style="font-size: 12.16px;">Recentemente, realizamos um levantamento para entender as principais percepções dos consumidores ávidos e apaixonados pela categoria de games. O estudo teve como foco, jovens, sendo 40% mulheres e 60% homens, na faixa de 16 a 35 anos anos, das classes ABC e altamente relacionados com o tema. A média de consumo da amostra é de, pelo menos, 20 horas semanais. Nosso mapeamento focou em descobrir quais as maiores expectativas e os temas com mais evidência para esses entrevistados.</span></p>
<p><span style="font-size: 12.16px;">Apesar da grande arrecadação deste mercado, os preços para jogos, consoles e acessórios é algo que desagrada o consumidor nacional. Para 80% dos entrevistados, é necessário uma popularização dos preços, já que, o Brasil, é visto como um mercado promissor e de constante elevação.</span></p>
<p><span style="font-size: 12.16px;">Isso se confirma com a demanda e expectativa dos lançamentos de plataformas de streaming de jogos, como recentemente anunciou a Stadia pelo Google. A plataforma contará com diversos desenvolvedores e tem como objetivo concentrar uma ampla oferta de jogos a preços baixos, como um serviço de assinaturas. Ainda é cedo para especular sobre a popularidade e aceitação da plataforma, mas é grande o anseio para que dê certo.</span></p>
<p><span style="font-size: 12.16px;">Os gamers brasileiros formam uma torcida quando perguntados sobre suas percepções a respeito deste mercado. Cerca de 60% especulam sobre o crescimento do papel da indústria brasileira no desenvolvimento de jogos para o resto do mundo. Quando perguntados sobre a maneira de interagirem com os jogos, parte de nossa amostra disse aguardar uma experiência ainda mais imersiva, um mergulho dentro dos jogos que permitam o estímulo dos mais diversos campos sensoriais, tornando ainda mais real a relação do jogador com a proposta.</span></p>
<p><span style="font-size: 12.16px;">O consumidor enxerga este mercado de maneira diferente de outros e a relação aos impactos das novas tecnologias em seu dia a dia. Por se tratar de uma linguagem diretamente conectada aos avanços tecnológicos, estes consumidores são mais pé no chão e não se surpreendem fácil com qualquer novidade lançada. Mas, ainda assim, comemoram a disseminação de conceitos como Gamification, que extrapolam a relação com o entretenimento, e já ajuda a desenvolver linguagens mais claras e interativas em mercados como Educação, Recursos Humanos, Publicidade e outros. Viva os gamers!</span></p>
<p><em><span style="font-size: 12.16px;">(*) Diretor & Fundador da MOB INC.</span></em></p>
<p> </p>
