14 de fevereiro de 2026

As dificuldades e o potencial do setor de TI

Por Luís Mário Luchetta
Uma coisa ninguém discute, o
potencial do mercado brasileiro de
TI é imenso. Hoje, o país figura na
oitava posição entre os maiores
mercados de tecnologia da informação
do mundo. O setor movimentou mais de
US$ 37 bilhões em 2010, e de acordo
com a consultoria IDC Brasil, o
mercado deverá ter crescido 13% em
2011, movimentando mais de US$ 42
bilhões.
Porém, ainda assim o setor de TI
segue sofrendo com diversas
dificuldades que impedem um
crescimento ainda maior. E essas
barreiras começam justamente onde
deveríamos ter apoio, nas leis
brasileiras.
A primeira grande dificuldade está
na alta carga tributária incididente
sobre as empresas de TI.
Primeiramente, o limite de
faturamento para o enquadramento
como Microempresa (ME) e Empresa de
Pequeno Porte (EPP) de R$ 3,6
milhões ao ano (correspondente a R$
300 mil ao mês) é muito baixo. O
custo elevado dos profissionais faz
com que o valor do faturamento
também seja elevado, para o repasse
dos custos. Portanto, muitas
pequenas empresas de fato não
conseguem se enquadrar devido a
isso, aumentando drasticamente os
impostos a serem recolhidos. Ou
seja, essa lei do Simples Nacional
não beneficia muitas pequenas
empresas, obrigadas a se enquadrar
no Lucro Real ou no Lucro Presumido.
Além disso, também incidem altos
tributos sobre a produção nacional,
criação de softwares, Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL),
Imposto de Renda – Pessoa Jurídica
(IRPJ), PIS e COFINS, entre diversos
outros impostos que dificultam uma
maior ascensão do setor.
No entanto, as vitórias do setor
começam a surgir. No último dia 14
de dezembro de 2011, o Diário
Oficial da União (DOU) publicou a
sanção da Presidente da República
Dilma Rousseff, na Lei nº 12.546 que
desonera a folha de pagamento para
as empresas de TI. Por meio desta
modificação, que ocorreu em cima da
Lei nº 11.774/2008, obtivemos a
redução das alíquotas da
Contribuição Previdenciária para
empresas de TI e TIC, inclusive,
disciplinando o regime de
contratação de serviços de ambos os
setores.
Essa é uma primeira demonstração de
que o Governo começa a enxergar,
enfim, o grande potencial que o
setor de TI possui. Esperamos que no
futuro seja reconhecido e valorizado
o papel estratégico que o segmento
desempenha no desenvolvimento
econômico e social da nação.

*Luís Mário Luchetta, Presidente da
ASSESPRO NACIONAL – Associação das
Empresas Brasileiras de Tecnologia
da Informação

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Caso você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Saiba Mais

Privacidade & Politica de Cookies