Por Vladimir França*
Há muito tempo, por volta de um
século atrás se criou o hábito de
classificar gerações e nomeá-las.
Essa classificação serve para
definir alguém ou um grupo social
independente de suas idades, gêneros
ou classes sociais.
Algumas vezes, como mais
recentemente, a classificação é
feita com letras, tais como as
gerações X (1965-1979), Y (1980-
1995) e Z (após 1996), outras vezes
dando-lhes nomes, como no começo do
século passado. Antes de 1925, a
geração ficou conhecida como
Seniors, depois vieram os Builders
(1926-1945) e ao final da segunda
guerra mundial surgiram os Baby
Boomers (1946-1964). Algumas
variações podem ser encontradas
quanto ao intervalo dessas gerações.
Como as demais gerações anteriores,
a geração Y também cresceu, e agora
chega ao mercado de trabalho. Como
fica a relação dessa geração com as
anteriores, como a geração dos Baby
Boomers e a geração X? E o que
acontecerá com a próxima geração, a
chamada Z? Aqui vão algumas
percepções.
Hoje em dia o local de trabalho
abriga diversas gerações sendo que,
cada uma delas tem o seu próprio
estilo de trabalho, seus valores e
suas aspirações. Ao mesmo tempo em
que há uma enorme junção de pessoas
talentosas, esse convívio certamente
pode trazer conflitos de ideias e
diferentes juízos de valores entre
elas.
Administrar essa força de trabalho
de diferentes gerações é uma arte,
mas entender as diferenças entre
elas talvez seja o maior desafio
para construção de uma empresa bem
sucedida, e de se conseguir um
ambiente de trabalho o mais
harmônico possível.
Apesar de estar em uma fase de
aposentadoria, os Baby Boomers ainda
são considerados essenciais dentro
de uma organização para poder
transferir suas experiências de
trabalho e de vida para as novas
gerações. Algumas das
características dos Baby Boomers
são: comprometimento, o foco na
carreira e o trabalho por longos
períodos (são tachados como
workaholics) e o fato de ficar em um
mesmo emprego por muito tempo. Ao
contrário da geração Y, que não se
sente muito confortável ao receber
feedback, por exemplo.
A geração Y já convive de maneira
natural com os mais diversos
aparatos tecnológicos. Desde muito
cedo tiveram contato com notebooks,
iphones, ipads, videogames etc.
O que fica no ar, em função do modo
como a tecnologia tem avançado, é se
os empregos para essa geração Z
serão os mesmos de hoje, ou se eles
ainda nem mesmo foram criados.
Aguardemos os próximos passos.
Vladimir França
Vice Presidente da Abradisti
