22.2 C
São Paulo
1 de março de 2026

Just Digital aposta no conceito Management 3.0

Ser referência em soluções que visam maior produtividade, colaboração, relevância, qualidade e agilidade na entrega de resultados de busca e na gestão de informação em empresas com grande concentração de dados, conteúdo e documento. Esta é a principal missão da Just Digital, especializada em consultoria, implementação e treinamento de soluções e projetos de Google Enterprise Search (Busca Corporativa) e Content Management System (Gerenciamento de Conteúdo) com Drupal.

Criada em 2008, a empresa se deparou com um problema em 2010: como manter a qualidade dos serviços oferecidos e a equipe motivada e produtiva, diante de um cenário de rápido crescimento? Foi então que implementar o conceito Management 3.0 – que tem como proposta ajudar gerentes e líderes a quebrar paradigmas e mudar o “status-quo” em prol de uma gestão mais adequada aos desafios de mercado – surgiu como uma opção.

A escolhida para treinar os colaboradores para entender e praticar o conceito foi a Adaptworks, empresa focada em treinamento e desenvolvimento de software utilizando metodologias ágeis. “Começamos a pesquisar no mercado fornecedoras deste tipo de treinamento e decidimos optar pela Adaptworks pelo seu pioneirismo em trazer o conceito ao Brasil. Além disso eles já tinham vários cases de sucesso que nos inspiraram a confiar no trabalho deles”, conta Rafael Cichini, CEO da Just Digital.

Segundo ele, o Management 3.0 vem sendo apontado como uma grande tendência no mundo corporativo para melhorar processos e oferecer mais qualidade de vida aos funcionários – uma premissa que faz parte do DNA da companhia. “Hoje temos 60 colaboradores, dos quais 80% atuam com desenvolvimento de software. É uma área que costuma ter muita rotatividade, por exigir um horário de trabalho que foge dos padrões. Neste sentido, a implantação do conceito vem quebrar essas barreiras, ao proporcionar mais tempo para a vida social”.

Cichini explica como. “Desde o início do projeto nossa ideia era estabelecer um modelo que pudesse mostrar que somos uma empresa que se preocupa com o ambiente de trabalho e com a qualidade de vida das pessoas. Já no início dos treinamentos, começamos a entender que para isso, era necessária uma transformação de pensamento e mudança em toda a cultura da companhia, o que na prática significava quebrar hierarquias para promover um maior engajamento entre as equipes e delegar funções”.

A partir dessa premissa, hoje, na Just Digital, cada time tem o poder de decidir qual a melhor forma de trabalho para se atingir os objetivos, sem regras de horários a se cumprir. O poder de decisão vale para todos e os papéis de cada um na organização são muito bem definidos, refletindo na carga horária. “A nossa estrutura não é “piramidal”. Nossos colaboradores não são simples executores, eles pensam e tomam decisões”, afirma o CEO.

Essa mudança motivou Leandro Gomes, Product Owner da Just Digital a voltar a trabalhar na empresa. “Havia saído para uma outra oportunidade e decidi voltar pela cultura da Just que preza a vida social dos seus colaboradores, e estimula o trabalho em equipe. Hoje posso programar meus finais de semana”, brinca ele.

Jonas Erik, Product Owner da Just Digital comenta que o trabalho é multidisciplinar. “Aqui, aprendemos além das nossas reais funções para podermos atuar em várias frentes de trabalho. Não ficamos restritos a trabalhar apenas de uma forma. A questão motivacional e o poder de decisão que nos é dado permite que participemos mais ativamente dos projetos, o que impacta na qualidade do produto final”.

O Management 3.0 também trouxe à tona a importância da troca de conhecimento. As equipes são estimuladas a trocarem experiências, estabelecendo uma cultura de aprendizagem contínua. Renato Silva, desenvolvedor da Just Digital sentiu a mudança. “Os times são auto gerenciáveis e não ficamos confinados apenas às partes técnicas dos nossos projetos, já que estamos inteirados com o que cada equipe está fazendo no momento. Às sextas-feiras por exemplo, são realizadas palestras que permitem uma maior socialização entre todos, o que reflete diretamente na qualidade e na agilidade de entrega dos produtos”, conta.

A metodologia de feed back também foi mudada depois da implantação do conceito. Rafael Cichini comenta que foi estabelecido o processo de Gamefication, uma estratégia de interação que pontua os colaboradores por sua performance. “Trabalhamos com feed backs diários e de uma forma muito lúdica, por meio de um painel de post its, onde as pessoas podem trocar elogios e ideias. Gratificamos mensalmente e no final do semestre separamos os melhores e oferecemos prêmios mais valiosos. No ano passado, por exemplo, enviamos três colaboradores para uma viagem em Cartagena e Bogotá”.

Para ele, o sucesso da implementação do Management 3.0 depende diretamente do entendimento do conceito. “É preciso entender a base das culturas ágeis para pode implementá-las. Entender o por que de uma reunião de planejamento ou de review, por exemplo, é muito mais do que um framework. A cultura precisa estar enraizada no DNA do negócio para conseguir implementar as metodologias e construir uma mudança baseada na cultura ágil”, conclui. 

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Caso você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar Saiba Mais

Privacidade & Politica de Cookies