20 de fevereiro de 2026

Educação digital: O que será do ensino tradicional?

*Por Fabrício Argentieri

Colocadas muitas vezes como os alicerces de uma sociedade desenvolvida intelectualmente, educação e tecnologia, em teoria, deveriam andar lado a lado, propiciando cada vez mais formas de agregar a aprendizagem dos alunos aos meios de auxiliar os professores a passarem conteúdo e conhecimento.

No entanto, quando olhamos para o atual cenário da relação entre educação e tecnologia no Brasil, vemos muito mais perguntas do que respostas. Alguns pontos convergentes entre essas duas balizas não possuem nenhuma espécie de dúvida, como, por exemplo, a forma de educar crianças nativas da internet e tantos outros avanços tecnológicos.

Os jovens cada vez mais recebem um bombardeio de informações, coisa que não ocorria quando os professores que estão em sala de aula tinham a mesma idade de seus alunos. Com a popularização da informação, é possível imaginar que essa nova geração receba de outra maneira o que aprende.

E, quando esse professor, de forma tradicional, virado para o quadro negro com um giz na mão, tenta passar o conteúdo, há, inevitavelmente, o choque entre dois mundos distintos.

Eis que tocamos em outro ponto crucial. O professorado antigo é pressionado, acusado da tão famigerada “Tecnofobia”, ou medo de tecnologia. O mesmo professor possui em sala de aula entre 30 e 50 alunos, cada um com uma dinâmica diferente, fruto da acelerada percepção do mundo tecnológico, e deve conquistar a atenção de todos, utilizando somente uma ponta de giz branco, a lousa escura e o poder da retórica.

Não adianta culparmos a tecnologia gráfica avançada que os alunos estão cada vez mais utilizando, como os video games e celulares, nem os professores que ainda não se adaptaram, e muitas vezes fogem desse mundo. Existe um elo perdido nessa relação aluno, professor, ensino e tecnologia.

É preciso incentivar o professor a utilizar essas ferramentas, ensiná-lo a operá-las, e não simplesmente deixar que os alunos a dominem e os educadores fiquem ”obsoletos”em relação aos avanços tecnológicos. Em outras palavras, o governo precisa, além de dar a vara, ensinar a pescar.

Claro, há que existir um bom senso nessa relação. Não podemos levá-la a extremos, como o estado de Indiana, nos Estados Unidos, onde todos os alunos ganharão computadores para utilizar em sala de aula e não será mais obrigatório o ensino da letra cursiva.
O ato de manuscrever, comprovado cientificamente, ativa uma série de funções no cérebro humano, as quais desenvolvem a coordenação motora. É preciso haver uma mescla entre o tradicional método de ensinar e os avanços da tecnologia.

Para isso, cada vez mais são desenvolvidas as videoaulas. Com conteúdo dinâmico e qualidade gráfica suficiente para prender a atenção dos jovens tecnológicos, aliados ao conteúdo programático estruturado pelo professor, contam com questionários e um apelo educativo e high tec ao mesmo tempo.

*Fabrício Argentieri é sócio-diretor da TSP, empresa focada em conteúdo educacional.

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